Até outubro, os 594 guardas municipais de Niterói participarão do curso de capacitação em comunicação não violenta e comportamento não verbal. As aulas, que terão início no dia 1º de agosto, acontecem na Cidade da Ordem Pública, no Barreto, e serão ministradas pela perita carioca Mônica Azzariti, que é instrutora do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar.

A comunicação não violenta, conhecida também como comunicação empática, tem como objetivo encontrar a melhor forma para que se fale o que considera importante sem culpar o outro, envergonhá-lo, coagi-lo ou ameaçá-lo. É muito útil para resolver conflitos e conectar-se aos outros, vivendo de um jeito consciente. No treinamento, Mônica Azzariti aplica os conceitos de neurociência para que as ações impulsivas e os erros dos agentes de segurança sejam evitados.

A instrutora aponta que é necessário que o agente de segurança encontre resoluções e as melhores atitudes verbais que o auxiliem em sua relação com a comunidade, beneficiando, com isso, sua atividade profissional e a imagem da instituição.

De acordo com Mônica, o treinamento contribui para valorização dos agentes e apresenta resultados bastante significativos em sua atuação a partir da compreensão do que é linguagem não verbal e comunicação não violenta.

“A primeira coisa que temos que pensar é que falamos além das palavras. O agente, tanto ao analisar o comportamento do outro, antecipando um comportamento violento, quanto ao saber que postura adotar para determinada situação ou contexto, se beneficia evitando agir com truculência ou cometer algum excesso”, afirma Mônica.

A instrutora destaca, ainda, que a mudança do comportamento do agente de segurança pública é percebido pela população e, dessa forma, a instituição é melhor vista.

“Uma atitude comunicativa positiva contribui para a construção de uma relação de confiança, admiração e respeito entre o agente público de segurança e a comunidade”, enfatiza.

Mônica, além de instrutora do Bope desde 2014, também atua na Coordenadoria de Polícia Pacificadora, tendo ministrado aulas de comunicação não violenta e de negociação de reféns para mais de três mil policiais. A instrutora, que também é fonoaudióloga, é mestre em linguística pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, certificada pelo American College of Forensic Examiners Institute em análise do discurso de conversas gravadas de maneira secreta e em funções da comunicação não verbal pela Universidade de Tilburg (Holanda).