Niterói vem experimentando, mês após mês, aumento no número de ciclistas nas ruas da cidade, como resultado das iniciativas voltadas para a ciclomobilidade no município. O mais recente levantamento do programa Niterói de Bicicleta apontou que o fluxo sob duas rodas na Avenida Ernani do Amaral Peixoto – uma das principais vias da cidade – cresceu 86% em dois anos. Pensando na movimentação e segurança dos ciclistas, foi implantada, nesta semana, uma faixa de travessia entre a movimentada via e a Praça Arariboia.

O fluxo é intenso no trecho, uma vez que muitos ciclistas estacionam suas bikes no bicicletário Arariboia e vão para o Rio de Janeiro de barca, como é o caso do estudante Vinícius Monteiro, de 20 anos.

“Acho que a nova faixa facilita a travessia para o ciclista. É importante termos essa indicação e esse espaço para atravessarmos, pois aumenta nossa segurança”, disse.

Para quantificar o fluxo de ciclos na ciclovia da Amaral Peixoto, o programa Niterói de Bicicleta realiza duas contagens distintas: a manual, realizada mensalmente, verifica o número de ciclistas ao longo do período de duas horas no pico da manhã; já a contagem automática é realizada anualmente.

O levantamento manual apontou que, nos meses de agosto de 2015, 2016 e 2017, foram registrados, respectivamente, em média 112,5, 120,5 e 209 ciclos passando, por hora, na avenida. De acordo com dados do coletivo Mobilidade Niterói, em março, quando o bicicletário da Praça Arariboia foi inaugurado, eram 160 ciclos por hora. Em cinco meses, foi registrado crescimento de 30% de fluxo na Amaral Peixoto.

Outro levantamento, realizado no início de 2017 pelo programa Niterói de Bicicleta, apontou que o número de ciclistas cresceu cerca de 67% em ciclovias da cidade. Segundo o estudo, a maior parte das bicicletas é utilizada como meio de transporte para o trabalho. Os dados apontam que, pela manhã, o pico no número de ciclistas é em direção às barcas, e, no final do dia, o fluxo segue no sentido oposto.

A meta da prefeitura é alcançar, até 2020, a marca de 100 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas em toda a cidade, incluindo 57 quilômetros na Região Oceânica, por meio do projeto Pró Sustentável.