Sobre duas rodas, o grupo de 15 turistas atravessou o Túnel Charitas-Cafubá e visitou a Região Oceânica

Quinze cicloturistas noruegueses exploraram a cidade esta semana e atravessaram, pela primeira vez, o túnel Charitas-Cafubá. O grupo começou sua jornada no domingo, e na manhã de ontem, seguiram em direção à Região Oceânica. Para cumprir a meta de conhecer, sobre duas rodas, a rota Charles Darwin, os visitantes contaram com a infraestrutura cicloviária do município.

No domingo (12), os cicloturistas desembarcaram na Praça Araribóia, pedalaram até a Fortaleza de Santa Cruz para um piquenique, e em seguida até um hotel em Charitas, onde estão hospedados. Na segunda-feira (13), os cicloturistas passaram pelo túnel Charitas-Cafubá em direção à Região Oceânica, seguindo na direção do Canal de Camboinhas e visitando a comunidade de pescadores artesanais de Itaipu. De lá atravessaram para Maricá, visitando a Fazenda Itaocaia, citada por Charles Darwin em seu relato de viagem no ano de 1832.

Na rota, os nórdicos puderam pedalar por importantes trechos cicloviários da cidade, como a ciclofaixa da Avenida Prefeito Silvio Picanço e a ciclovia do túnel. Evandro Sathler, coordenador da Terra Brasilis, operadora que traz cicloturistas internacionais ao Brasil, valorizou a estrutura que Niterói apresenta para o ciclista, e vê com otimismo o futuro do turismo sobre duas rodas na cidade.

“O túnel Charitas-Cafubá cria uma nova perspectiva para Niterói e para o cicloturismo. Temos a opção de vir pedalando de Copacabana e passar o dia na Região Oceânica, por exemplo. Em comparação com outras cidades, é um lugar de primeiro mundo para o ciclista”, relatou.

Nesta terça-feira (14), os visitantes seguem para a Bahia, onde pedalam mais de 200 km pelo Recôncavo Baiano. Para trilhar todo esse caminho, é preciso disposição, o que não falta para o norueguês John Simonsen, de 72 anos.

“Gostamos muito de conhecer Niterói, ver a praia. Passamos por toda a região e não tivemos problemas. Acho que ter a estrutura para pedalarmos sempre em grupo ajudou muito”, contou.