Através de parceria, Prefeitura quer desenvolver ações estratégicas de Segurança

A Prefeitura de Niterói e a organização civil Comunitas lançaram, nesta semana, no Teatro Municipal de Niterói, o Pacto Niterói pela Paz, um conjunto de estratégias para o combate à violência na cidade a partir de ações estruturantes, que serão realizadas pela administração municipal, o setor privado e a sociedade civil organizada, com a consultoria de especialistas. Através do pacto, será desenvolvido o Plano Municipal de Segurança Pública, que vai integrar políticas de diversas secretarias, como Educação, Saúde e Assistência Social, e implantar ações de médio e longo prazo.

O prefeito Rodrigo Neves destacou que essa parceria pode se tornar uma referência para o país. A primeira etapa será a elaboração de um diagnóstico detalhado sobre a dinâmica criminal na cidade, através de pesquisas sobre os indicadores de violência. Neves enfatizou que tão importante quanto as ações de policiamento são as medidas estruturantes a médio e longo prazos, com foco nas áreas sociais, na educação e geração de emprego.

“Com essa iniciativa, teremos ações em três segmentos: a constituição de um fundo de estabilização fiscal, uma vez que a cidade é a segunda que mais recebe royalties, o desenvolvimento de programas que visam melhorar a qualidade da educação na rede municipal de ensino, e um plano de prevenção à violência. Através desse acordo, tenho convicção de que teremos um governo ainda melhor”, disse Neves.

O pacto será baseado em cinco eixos de ações: policiamento e justiça; fiscalização administrativa; prevenção social; tecnologias e urbanismo. O planejamento terá parceria técnica do Instituto Cidade Segura, liderado pelo consultor Alberto Kopittke e do ex-chefe de Polícia Civil Fernando Veloso, que tem 15 anos de experiência em Segurança Pública.

Veloso adiantou que a ideia é aproveitar as iniciativas que já estão em andamento pela Prefeitura, como forma de potencializá-las, fazendo com que se entrelacem melhor, e aplicando a isso a experiência do Instituto Cidade Segura.

“O que a Comunitas traz como proposta é não continuar aceitando essa fórmula pronta. Segurança é muito mais que polícia. Segurança é transversalidade, é interdependência com outro segmento. O que a Educação tem a ver com Segurança? O que a Saúde tem a ver com a Segurança? Está tudo interligado. Nos últimos 30 anos, a polícia prendeu como nunca, apreendeu armas como nunca e, mesmo assim, a criminalidade aumentou como nunca. A Comunitas traz esse conhecimento, esse norte, essa bússola. É simplesmente não se aventurar. Não é o fazer diferente pelo fazer diferente, é o fazer diferente com o olhar em experiências que deram certo em outros lugares”, explicou.