Niterói tem um novo e diferente projeto social que mudou a vida do menino Thiago, que tem paralisia cerebral. Formado por cinco arquitetos – Helena Bernardo, Bruno Pepeu, Miriam Nascimento, Letícia Franca e Adriana Mota – que acreditam na força transformadora da profissão, o ‘Arquitetura do Bem’ foi criado com o intuito de construir algo positivo para a sociedade. E foi assim que Thiago e sua família viram sua humilde casa ganhar traços de lar com toda infraestrutura.

“A ideia é fazer algo mais do que obras para clientes. A nossa profissão é muito poderosa em relação a como pode mudar a vida das pessoas”, disse Bruno Pepeu.

Um dos primeiros trabalhos realizados por eles foi a reforma na creche Raiz de David, em São Gonçalo. Através dessa empreitada, foi que o grupo conheceu Dona Iris, mãe adotiva de Thiago.

“Conhecemos esse espaço por conta de outro projeto social que participamos, o ‘Sempre Criança’. Demos uma nova vida à creche. Foi um resultado sensacional. O Thiago surgiu para gente por conta do ‘Sempre Criança’, que trabalha em parceria com o Motoclube Brasil, que ajudava o menino com remédios e cesta básica. Quando resolvemos dar o nosso próximo passo, a gente quis ajudar uma família especial, que tivesse uma boa história e que tivesse realmente necessidade”, comentou Helena Bernardo, que completou: “Dona Iris adotou Thiago após ele ter sido deixado em sua porta. Ele é especial, mas é uma criança que trouxe muita alegria para casa e isso nos tocou. Vimos que era a família ideal para ajudarmos”, falou.

Ao conhecer a casa, que fica em uma comunidade no Cafubá, os arquitetos se depararam com a triste realidade da família. Uma moradia com 20 metros², muito mal iluminada, úmida, cheia de entulho, e não tinha banheiro.

“Era quase uma caverna. Quando vimos a dificuldade começamos a trabalhar no projeto logo após orçarmos, nós criamos um grupo no whatsapp com vários arquitetos, empresários e amigos e demos início a uma corrente de solidariedade. Assim conseguimos o necessário para fazer a obra, e a reforma completa. Depois de dois meses de muito esforço conseguimos entregar a casa e os dois já estão morando lá”, comemorou Pepeu.

Agora, esse grupo de arquitetos solidários está à procura de um novo desafio, sempre pronto para ajudar o próximo.