Desde que os adoçantes apareceram no mercado, vários boatos foram criados. Mas na verdade, o que podemos afirmar?

Quando os adoçantes artificiais surgiram, o plano de marketing utilizado era que os problemas com a obesidade estariam resolvidos. No entanto, constatou-se que somente a troca do açúcar pelo adoçante, sem a associação de uma dieta de baixa caloria, não traria o milagre para o fim da obesidade.

Surgiram boatos, acusações e riscos de doenças graves associados ao aspartame, ciclamato, sacarina, stévia e sucralose.

Quando fazemos uma pesquisa criteriosa em publicações científicas, não encontramos comprovação de que os adoçantes causam doenças como câncer, artrites e até mesmo doenças degenerativas cerebrais. Uma vez usados com moderação, inicialmente, não trazem riscos à saúde. Com exceção da fenilcetonúria, um problema metabólico que proíbe a utilização dos aspartames.

Recentemente, mais questionamentos surgiram. E agora a dúvida é se o adoçante engorda. Inúmeras hipóteses levantadas entre elas que o cérebro seria “enganado” por receber a informação do sabor doce, porém sem as calorias correspondentes, o que geraria o estímulo a consumir mais alimentos.

Dúvidas existem, até para nós que atuamos na área médica, contudo, enquanto essas dúvidas não estiverem cientificamente esclarecidas, o bom senso sugere que os mesmos sejam consumidos com moderação.

Trocar o adoçante por açúcar me parece um péssimo negócio já que, este sim, continua sendo o grande vilão contra o excesso de peso. Uma dica atual seria você alternar sempre os seus adoçantes. Do aspartame para a sucralose, depois para a sacarina, ciclamato, etc.