Como descreveríamos essa palavra, já que hoje encontramos tantas sugestões alimentares baseadas em princípios empíricos (conhecimento que foi adquirido no dia a dia, em que não houve comprovação científica)? De forma alguma devemos menosprezar qualquer tipo de conhecimento adquiridos por todos, ao longo da sua vida. Porém, vamos definir a palavra Dieta: regime alimentar que satisfaz as necessidades particulares de uma pessoa.

Porque, então, encontramos tantas variantes sobre um tema que deveria ser simples? Adequar ingestão às necessidades e objetivos de cada um, como perder e ganhar peso, adquirir massa magra, diminuir o açúcar (diabetes), entre outras.

Na realidade, essas variantes foram ocorrendo pelo rótulo criado: dieta igual tratamento para emagrecer.

Como todo tratamento para a obesidade é longo e repetitivo, criaram-se mecanismos com “ideias inovadoras” para tornar o dia a dia desse grupo mais agradável. E assim chegamos nas tão famosas estratégias populares para a perda de peso, como dieta detox, uso de laxantes em altas doses, redução drástica da ingestão calórica diária e perda de água do organismo (sauna incorporada), limpeza de Hubbard Purification Run Down (uso de sauna até 5h por dia), dieta paleolítica (criada para imitar o “homem das cavernas”), baixo ou quase nenhum teor de carboidrato e dieta sem glúten.

Os maiores problemas das invenções criadas acima são os efeitos colaterais que geram, como superdoses de manganês, hiponatremia grave (perda de sódio), os déficits de macronutrientes no descontrole na autorregulação de hormônios, efeito rebote, déficit de cálcio, etc.

Por tudo descrito, a melhor dieta é aquela personalizada que se adapta ao seu ritmo e estilo de vida. O que na realidade precisamos conscientizar é que dieta é mudança de hábito, que não é fácil porque ela será sua companheira para sempre.