Muito se fala sobre o autismo, mas esse transtorno ainda envolve mistérios e dificuldades na sua classificação e tratamento. Por isso, proponho um passeio pelos aspectos desse universo, com o objetivo de auxiliar pais e responsáveis na identificação dos sintomas, causas e tratamentos.

A maioria dos pais de crianças com autismo suspeita que algo está errado antes de a criança completar 18 meses de idade, e busca ajuda antes que ela atinja dois anos. As crianças com autismo normalmente têm dificuldade em brincar de faz de conta; fazer amizades e se comunicar verbal e não verbalmente; além de ter visão, audição, tato, olfato ou paladar excessivamente sensível; ter alteração emocional anormal quando há alguma mudança na rotina; fazer movimentos corporais repetitivos e demonstrar apego anormal aos objetos.

Existem diversos sintomas que podem indicar autismo, e nem sempre a criança apresentará todos eles. Enfim, quanto mais informação tivermos sobre o transtorno, mais rápido podemos identificá-lo e iniciar um tratamento. Acolher, cuidar e respeitar são os pilares básicos para o distúrbio.

Vale lembrar que apenas um diagnóstico não define um autista. O autismo é a característica da personalidade e não limita a potencialidade do indivíduo. Os comportamentos podem não fazer parte dos padrões que esperamos ou entendemos como “normais”, mas o jeito de ser de um indivíduo não o torna inferior a ninguém. O autismo pode não ter cura, mas só depende de nós o quanto de compreensão e paciência podemos oferecer ao outro.