O estudo "Avaliação dos Impactos
Logísticos e Socioeconômicos da Implantação do Arco
Metropolitano do Rio de Janeiro" revelou que a obra irá
reduzir os custos de transporte de mercadorias entre o Porto de
Itaguaí e sete estados, com percentuais que variam de 2,5% a
20%. A pesquisa fez uma análise dos fluxos de importação e
exportação de cargas dos portos do Sudeste, cruzando dados de
bases oficiais e pesquisa de campo com as empresas. Foi
encomendada pelo Sistema Firjan e pelo Sebrae-RJ ao Centro de
Estudos em Logística da Coppead/UFRJ e à Tendências Consultoria.
O estudo também analisa os impactos sobre a
reordenação do espaço urbano e aponta a possibilidade de um
crescimento populacional de mais de 111 mil pessoas nas
proximidades do novo eixo rodoviário, o que vai aumentar a
demanda de serviços de infra-estrutura básica.
O Arco será composto por trechos de rodovias
que contornam o município do Rio de Janeiro e atravessam a
Baixada Fluminense, evitando o pesado tráfego de eixos viários
como a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói.
Com a rodovia em operação, a estimativa de
valor adicionado ao Produto Interno Bruto da área de influência
do Porto de Itaguaí - em especial Rio de Janeiro e Minas Gerais
- é de R$ 2 bilhões. O aumento na arrecadação de impostos poderá
ser de R$ 275 milhões, e no valor exportado, de US$ 38 milhões
(aproximadamente R$ 60 milhões). O número de novos empregos
nessa fase é calculado em 16 mil.
A previsão de conclusão das obras é para
2010. O total investido na construção será de R$ 1,12 bilhão,
73,7% aplicados nos trechos em que não há estradas, e o restante
em duplicações.