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NITERÓI 435 ANOS
"Aqui é a nossa casa",
confessam os filhos ausentes
Voltar para casa é sempre uma sensação
agradável e reconfortante. É isso o que pensam os niteroienses
que vivem longe da cidade. Quem não mora perto de praia, morre
de saudade do mar de Itacoatiara, sonha com peixe frito ao pôr
do sol em Itaipu. Mas isso não acontece com a funcionária da
Justiça do Trabalho Eliana Egger, que há cinco anos se mudou
para Cabo Frio porque o marido é piloto de helicóptero da
Marinha e foi servir na Base Naval de São Pedro d´Aldeia.
"Embora Cabo Frio seja um município litorâneo, Niterói para mim
tem mais encantos, além da família toda, que é meu porto
seguro", afirma a advogada. "Além disso, há mais opções de
comércio, serviços e lazer para nós e nossos filhos", completa.
Como Eliana e Octacílio Egger, os médicos
Simone e Ayrton Vaz deixaram Niterói por conta de trabalho. Ele
também é oficial da Marinha e foi morar em Recife para ocupar um
cargo importante dentro da estrutura de saúde da capital
pernambucana. "Recife nunca foi tão perto de Niterói", brinca
Simone, que quando não está aqui com o marido e os filhos, manda
buscar os pais para passar uns dias lá. "Cruzar a ponte chegando
ou partindo são emoções diferentes, ambas muito fortes",
confessa a médica.
Para o cardiologista Maurício Paiva, que vive
em Campinas há mais de dez anos, vir a Niterói visitar família e
amigos e ir a Itaipu, Piratininga ou Camboinhas são seus grandes
prazeres. "Chova ou faça sol, quando estou aqui não posso deixar
de sentir o ar que vem do mar". Ele conta que vem com freqüência
e faz o possível para estar presente em datas importantes como
Dia das Mães, Natal ou Ano Novo, dependendo da escala do
plantão. Fora disso, sempre que tem uma folga, aparece.
Assessor político em Cabo Frio, Carlos
Fernando Lima Silva também tem por Niterói um sentimento
especial. Apesar de ser íntimo da cidade (sua família tem casa
de veraneio lá há 40 anos), em Niterói ele se sente muito bem.
"É inegável a qualidade de vida de Cabo Frio, em que a bicicleta
é um meio de transporte eficiente, mas quando se está longe, até
do trânsito a gente sente falta", diz.
Maria da Glória e Adyr Teixeira Braga moram
em Salvador há quase cinco décadas, mas conservam seu amor por
Niterói e sua gente. Visitar a cidade sempre fez parte da
programação de lazer da família. "Nossos vínculos são
indestrutíveis", diz Glória, por telefone, da capital baiana.
"Temos viagem marcada para dez de dezembro, para uma temporada
até fevereiro. Já estou fazendo as malas", conta, animadíssima.
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