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1º de dezembro, Dia Mundial da
AIDS
"Sexo não tem idade. Proteção também não"
Em 2008, o Programa Nacional de DST e AIDS do
Ministério da Saúde (MS) tem como foco homens acima de 50 anos e
traz o slogan "Sexo não tem idade. Proteção também não". Apesar
de o Brasil ser reconhecido internacionalmente pela adoção da
política de acesso universal ao tratamento gratuito de HIV/Aids
na rede pública de saúde, a idéia será reforçada no Dia Mundial
de Luta Contra a doença, 1º de dezembro, diante da preocupação
em dar resposta ao crescimento da epidemia entre pessoas nessa
faixa-etária.
Conforme o relatório anual do Programa
Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, existem
aproximadamente 33 milhões de pessoas no mundo vivendo com o
vírus, e a África Subsaariana é a área mais afetada. Em escala
global, estima-se que 10 milhões dos infectados necessitam de
tratamento, só que somente três milhões têm acesso. No Brasil,
dados do Ministério da Saúde informam que atualmente há 620 mil
soropositivos, dos quais 200 mil estão sob tratamento. Critérios
da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que o país tem uma
epidemia concentrada, com taxa de prevalência da infecção pelo
HIV de 0,6% na população de 15 a 49 anos.
70% dos
infectados em Niterói têm entre 20 e 49 anos
Em Niterói, desde o início da
epidemia até novembro de 2008 foram notificados à Coordenação de
Vigilância em Saúde (Covig), da Fundação Municipal de Saúde (FMS),
4.458 casos. Desse total, 2.431 são moradores e 2.027 de outras
cidades. A maioria dos soropositivos é de homens. Com relação à
faixa-etária, a mais atingida é a de adultos jovens, entre 20 a
49 anos (70%). O aumento do número de mulheres atingidas pela
epidemia fez com que aumentasse também o total de crianças
infectadas pelo o vírus através de transmissão vertical. Do
início da epidemia (1989) até novembro de 2007, foi notificado
um total de 56 casos de em menores de 13 anos residentes em
Niterói. "Em 1980, 78% dos niteroienses vitimados pela doença
morriam. Hoje esse número diminuiu consideravelmente. Não
podemos abandonar o campo de batalha. A Aids continua sendo um
grande desafio de saúde pública", alerta a secretária municipal
de Saúde, Maria Célia Vasconcellos. No município, oito
unidades de saúde atendem pacientes soropositivos com os
medicamentos anti-retrovirais, fornecidos pelo MS, e realizam o
teste HIV e ações educativas que incluem distribuição de
preservativos e outros insumos de prevenção.
Estudo indica
aumento do uso de preservativos no Brasil
A pesquisa "Comportamento Sexual e Percepções
da População Brasileira sobre HIV/Aids no Brasil" foi divulgada
na Revista de Saúde Pública, em junho deste ano, exibindo uma
amostra nacional domiciliar da população urbana em contraste com
as grandes regiões do país. O suplemento difundiu análises sobre
mudanças nos padrões de comportamento sexual e percepções sobre
HIV/Aids ocorridas entre 1998 e 2005. As análises concluíram
aumento significativo do uso de preservativo entre a população
brasileira, mostrando a eficácia das campanhas educativas do
Ministério da Saúde.
Por se tratar de uma doença que se manifesta
após a infecção provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana
(HIV), especialistas recomendam ao paciente uma alimentação
saudável para aumentar a resistência e fornecer energia ao
organismo. O ideal é que se faça entre cinco e seis refeições
por dia, sem ultrapassar três horas seguidas sem se alimentar, e
que seja mantida uma dieta balanceada e saudável, priorizando a
ingestão de frutas, verduras e legumes, evitando frituras,
gorduras e bebidas alcoólicas.
Bom de cama é
quem usa camisinha
Até fevereiro, a campanha de carnaval dá
continuidade ao tema do Dia Mundial de Luta Contra a Aids de
2007, mantendo a chamada "Qual a sua atitude na luta contra a
Aids? O filme e as peças gráficas voltam a contar com a
participação da cantora paulista Negra Li. O filme, mais
centrado nas mulheres jovens, lembra que é importante ter a
camisinha sempre à mão. Já os cartazes, distribuídos
prioritariamente em banheiros de bares e restaurantes, utilizam
o título "Bom de cama é quem usa camisinha", para falar com
jovens de ambos os sexos. Outra mídia que contribui com a
continuidade da campanha é o site www.qualsuaatitude.com.br, que
aborda temas como sexualidade, preconceito e atitude.
Papo furado,
preservativo não deixa furo
Pesquisas confirmam a eficiência do
preservativo na prevenção da Aids e de outras doenças
sexualmente transmissíveis. Recentemente, um estudo realizado na
Universidade de Wisconsin (EUA) demonstrou que o correto e
sistemático uso de preservativos, em todas as relações sexuais,
apresenta uma eficácia estimada em 90- 95% na prevenção da
transmissão do HIV.
Quanto à impermeabilidade, outros testes
ampliaram o látex do preservativo em 30 mil vezes (nível de
ampliação que possibilita a visão do HIV) e não encontraram
nenhum poro ou vazamento nocivo. Os estudos concluíram que,
mesmo nos piores casos, os preservativos oferecem 10 mil vezes
mais proteção contra o vírus da Aids do que a sua não
utilização. Em relação à possibilidade de estourar durante o
ato, pesquisas sustentam que os rompimentos se devem muito mais
ao uso incorreto do preservativo, do que a uma falha estrutural
do produto. |