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Edição 692 - de 29 de novembro a 5 de dezembro de 2008
..::data e hora::..    00:00:00

Matéria  redacao@folhanit.com.br


Modalidade de ensino
a distância divide opiniões

Recursos multimídia possibilitam nova forma de aprendizagem que dispensa a presença do professor. Dados do Ministério de Educação e Cultura – MEC indicam que, nos últimos cinco anos, a modalidade do ensino a distância cresceu em 270% no País, enquanto matrículas para  cursos presenciais (para a formação de professores para a educação básica) cresceram em apenas 17%. Porém, o resultado não é unânime em termos de satisfação. Entre alunos e professores, há os que aprovam a mudança no ensino e os que discordam.

A Associação Brasileira de Educação a Distância calcula que, em 2007, mais de dois milhões de brasileiros utilizaram a educação a distância. Essa evolução vem acompanhada de um rendimento positivo desses alunos. Segundo os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – ENADE, das 13 áreas em que se podem comparar estudantes da educação presencial com aqueles a distância, em sete (administração, biologia, ciências sociais, física, matemática, pedagogia e turismo), os alunos de curso a distância foram melhores do que os outros.

Mesmo diante desse saldo, a pedagoga Beatriz Pinto Lemos não vê com bons olhos a educação a distância. "Não posso dizer se funciona de forma eficaz para o docente porque nunca dei aula assim, mas como aluna já tive experiência. Faço um curso de pós-graduação que é parte presencial e parte por vídeo-conferência. Sinceramente, prefiro o contato com o professor, cujo retorno é imediato, mais caloroso e dinâmico", diz Beatriz.

Educação alcança quem mora longe das escolas

Aprovado ou não, o fato é que a opção do ensino a distância tem combatido a escassez de mestres da educação básica do País e facilitado a vida dos estudantes que moram longe das instituições de ensino, com possibilidades de escolher local e horário de estudo – é o que informa o MEC. Outra vantagem é que a modalidade permite atender grande número de pessoas, situadas em diferentes localidades, simultaneamente, sem deslocamento espacial.

Biomédico (UNIRIO) e tutor de biologia do Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro – Cederj, Marcos Aurélio Siqueira diz que os cursos a distância já são fato e que é necessário a educação se adequar às novas tecnologias. "Engana-se quem imagina que esses cursos têm qualidade inferior aos demais, eles exigem muita dedicação e disciplina do futuro profissional. Os alunos é que precisam se informar para não caírem em armadilhas", alerta e completa. "O mercado atual exige, além do conhecimento, que o profissional seja inovador, disciplinado e que tenha capacidade de enfrentar desafios. Sendo assim, aconselho aos que têm coragem, vontade e que estejam dentro do perfil a realizar um desses cursos". A falta de contato direto com o professor e com os colegas de classe é o único ponto negativo que Siqueira aponta, uma vez que impede a ampliação da rede social, desfavorecendo, entre outras coisas, os contatos profissionais. "Mas isso pode ser driblado facilmente com os encontros nos chats ou feiras que as instituições sérias de ensino promovem", encerra.

De 2003 a 2006 houve um aumento de 571% em número de cursos e de 315% no número de matrículas. Em 2005, os alunos de EAD representavam 2,6% do universo dos estudantes. Em 2006 essa participação passou a ser de 4,4%.


Casa do Estudante faz bazar
para equipar sala de informática

No domingo, dia 30, das 14h às 19h, será realizado o 3º Bazar da Casa do Estudante Fluminense, que é mantida pela Secretaria de Educação do Estado. O intuito é arrecadar fundos para equipar a futura sala de informática, que já tem espaço garantido, através da venda de roupas e acessórios usados, porém em perfeito estado. No mesmo dia, haverá apresentação do coral Audite Nova, às 17h, com repertório de MPB.

Segundo a diretora Iara Barrouin, a captação do material para o bazar começou há dois meses. "Pedimos aos amigos roupas de grifes em bom estado e aqueles que puderam nos atender prontificaram-se imediatamente", conta sobre as mais de 200 peças, masculinas e femininas, arrecadadas. "Boas mercadorias serão vendidas a preços que variam de R$ 3 a R$ 20", adianta.

A organização do evento fica a cargo dos alunos residentes. Ao fim, caso haja excedente na soma arrecadada, o valor é depositado em uma caixinha para ser usado em caso de necessidade da própria Casa do Estudante. O último bazar, realizado em maio com a finalidade de obter fundos para a compra de mobiliário, rendeu quantia maior do que o previsto, que se manteve até agora.

A Casa do Estudante Fluminense conta com parceria da Universidade Federal Fluminense – UFF, que colabora cedendo universitários do próprio curso de Assistência Social para atuarem no processo de seleção que define o preenchimento de vagas de alunos residentes.

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