|
Modalidade de ensino
a distância divide opiniões
Recursos multimídia possibilitam nova forma
de aprendizagem que dispensa a presença do professor. Dados do
Ministério de Educação e Cultura – MEC indicam que, nos últimos
cinco anos, a modalidade do ensino a distância cresceu em 270%
no País, enquanto matrículas para cursos presenciais (para
a formação de professores para a educação básica) cresceram em
apenas 17%. Porém, o resultado não é unânime em termos de
satisfação. Entre alunos e professores, há os que aprovam a
mudança no ensino e os que discordam.
A Associação Brasileira de Educação a
Distância calcula que, em 2007, mais de dois milhões de
brasileiros utilizaram a educação a distância. Essa evolução vem
acompanhada de um rendimento positivo desses alunos. Segundo os
resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes –
ENADE, das 13 áreas em que se podem comparar estudantes da
educação presencial com aqueles a distância, em sete
(administração, biologia, ciências sociais, física, matemática,
pedagogia e turismo), os alunos de curso a distância foram
melhores do que os outros.
Mesmo diante desse saldo, a pedagoga Beatriz
Pinto Lemos não vê com bons olhos a educação a distância. "Não
posso dizer se funciona de forma eficaz para o docente porque
nunca dei aula assim, mas como aluna já tive experiência. Faço
um curso de pós-graduação que é parte presencial e parte por
vídeo-conferência. Sinceramente, prefiro o contato com o
professor, cujo retorno é imediato, mais caloroso e dinâmico",
diz Beatriz.
Educação
alcança quem mora longe das escolas
Aprovado ou não, o fato é que a opção do
ensino a distância tem combatido a escassez de mestres da
educação básica do País e facilitado a vida dos estudantes que
moram longe das instituições de ensino, com possibilidades de
escolher local e horário de estudo – é o que informa o MEC.
Outra vantagem é que a modalidade permite atender grande número
de pessoas, situadas em diferentes localidades, simultaneamente,
sem deslocamento espacial.
Biomédico (UNIRIO) e tutor de biologia do
Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro –
Cederj, Marcos Aurélio Siqueira diz que os cursos a distância já
são fato e que é necessário a educação se adequar às novas
tecnologias. "Engana-se quem imagina que esses cursos têm
qualidade inferior aos demais, eles exigem muita dedicação e
disciplina do futuro profissional. Os alunos é que precisam se
informar para não caírem em armadilhas", alerta e completa. "O
mercado atual exige, além do conhecimento, que o profissional
seja inovador, disciplinado e que tenha capacidade de enfrentar
desafios. Sendo assim, aconselho aos que têm coragem, vontade e
que estejam dentro do perfil a realizar um desses cursos". A
falta de contato direto com o professor e com os colegas de
classe é o único ponto negativo que Siqueira aponta, uma vez que
impede a ampliação da rede social, desfavorecendo, entre outras
coisas, os contatos profissionais. "Mas isso pode ser driblado
facilmente com os encontros nos chats ou feiras que as
instituições sérias de ensino promovem", encerra.
De 2003 a 2006 houve um aumento de 571% em
número de cursos e de 315% no número de matrículas. Em 2005, os
alunos de EAD representavam 2,6% do universo dos estudantes. Em
2006 essa participação passou a ser de 4,4%.
Casa do
Estudante faz bazar
para equipar sala de informática
No domingo, dia 30, das 14h às 19h, será
realizado o 3º Bazar da Casa do Estudante Fluminense, que é
mantida pela Secretaria de Educação do Estado. O intuito é
arrecadar fundos para equipar a futura sala de informática, que
já tem espaço garantido, através da venda de roupas e acessórios
usados, porém em perfeito estado. No mesmo dia, haverá
apresentação do coral Audite Nova, às 17h, com repertório de
MPB.
Segundo a diretora Iara Barrouin, a captação
do material para o bazar começou há dois meses. "Pedimos aos
amigos roupas de grifes em bom estado e aqueles que puderam nos
atender prontificaram-se imediatamente", conta sobre as mais de
200 peças, masculinas e femininas, arrecadadas. "Boas
mercadorias serão vendidas a preços que variam de R$ 3 a R$ 20",
adianta.
A organização do evento fica a cargo dos
alunos residentes. Ao fim, caso haja excedente na soma
arrecadada, o valor é depositado em uma caixinha para ser usado
em caso de necessidade da própria Casa do Estudante. O último
bazar, realizado em maio com a finalidade de obter fundos para a
compra de mobiliário, rendeu quantia maior do que o previsto,
que se manteve até agora.
A Casa do Estudante Fluminense conta com
parceria da Universidade Federal Fluminense – UFF, que colabora
cedendo universitários do próprio curso de Assistência Social
para atuarem no processo de seleção que define o preenchimento
de vagas de alunos residentes.
|