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Edição
692 -
de 29 de novembro a 5 de dezembro de 2008
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Dezembro
Dezembro
chegando e nada de novo acontece. Todo mundo preocupado com o
lugar onde vai passar as festas de fim de ano. Para os eleitos,
os poucos dias úteis de dezembro serão para costurar os últimos
acordos, convidar para integrar o governo e torcer para que o
orçamento feche direito. Em alguns casos isso será possível, mas
aqui na cidade não será. Ninguém também quer saber muito de
política. Como o Brasil não anda bem, desse ponto de vista, quem
acompanha deve estar um pouco cansado e muito desanimado. As
coisas poderiam ter sido melhores. O Brasil poderia ter avançado
em algumas questões importantes, mas não conseguiu.
Meio
Ambiente
O meio ambiente
talvez tenha sido a área que sofreu algumas pequenas mudanças.
Depois da nomeação do depoutado Carlos Minc (foto) para assumir
o Ministério do Meio Ambiente, as coisas andaram um pouco
diferentes - muito pouco, para as necessidades do setor, mas
alguma coisa para o possível.
Na última
semana atearam fogo no prédio do IBAMA, no Pará, quebraram tudo,
queimaram os carros que estavam estacionados... Isso tudo porque
o IBAMA apreendeu 15 carretas carregadas de madeira extraída
ilegalmente. O governo, que deveria ter mandado para lá a
polícia federal com um enorme efetivo, silenciou. Sem respaldo,
é bem possível que Minc esteja de volta à Secretaria Estadual do
Meio Ambiente mais rápido do que se pensa.
Força
Demorou, mas no
apagar das luzes do ano legislativo o deputado Paulo Piau
(PMDB), que é relator do processo no Conselho de Ética contra o
deputado xará Paulo Pereira da Silva (PDT), presidente da "Força
Sindical", pediu a sua cassação. É um belo presente de Natal,
sem dúvida. Em seu despacho, Piau considerou Paulinho envolvido
num esquema de tráfico de influência e desvio de recursos do
BNDES. Para ele, o peemedebista sabia, apoiava e se beneficiava
do esquema de desvio de verbas. Paulinho responde a outro
processo, também de desvio de recursos, só que do Fundo de
Amparo ao Trabalho. A nota destoante ficou por conta da deputada
Solange Amaral do Rio de Janeiro, que pediu vistas do processo.
Com isso a votação foi adiada. É uma tentativa desesperada para
tentar absolver o deputado em plenário. Vai ser difícil.
É a nossa
Pelo noticiário
recente podemos fazer um retrato de como anda a nossa Justiça. O
deputado Expedito Junior, cassado pelos TRE e TSE, ainda tem
mandato. Entrou com mandado de segurança e espera o julgamento.
Como estamos no fim do ano... Já em São Paulo a Justiça foi
rápida ao absolver por unanimidade o promotor Thales Ferri, que
assassinou um estudante em Bertioga. Os desembargadores ainda
criticaram a cobertura que a imprensa deu ao caso.
O TRE cassou
por duas vezes o governador Cássio Cunha Lima em 2007 e só agora
parece que vai conseguir tirá-lo do governo, embora caiba
recurso. Mas nem tudo é derrota: o Supremo Tribunal Federal
abriu processo penal contra o ministro do STJ Paulo Medina que é
acusado de vender sentenças. Junto com ele, o desembargador José
Eduardo Carreira Alvim e o juiz do Tribunal Regional do
Trabalho. Formação de quadrilha, prevaricação e corrupção
passiva são as acusações. A partir de agora todos são réus. Para
quem andava desconfiado depois que o delegado que conseguiu
prender Daniel Dantas foi afastado, é ou não uma boa notícia? |
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