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ANA premia os melhores trabalhos
de conservação e uso racional da água
A 2ª edição do Prêmio ANA 2008 revelou os
vencedores deste ano na primeira semana de dezembro, em
Brasília. Batizado como o "Oscar da Água", o concurso elegeu o
tema "Conservação e uso racional da água" para premiar as
melhores iniciativas brasileiras capazes de contribuir para uma
melhor gestão dos recursos hídricos. Cinco foram os critérios de
avaliação utilizados para a seleção: efetividade; impactos
social, cultural e ambiental; potencial de difusão/replicação;
adesão e participação social; e originalidade.
Dos 272 trabalhos inscritos, 18 foram
pré-selecionados e concorreram à etapa final que destacou os
seis ganhadores nas categorias Governo, Empresas, Organismos de
bacia, Academia, Organizações não-governamentais e Imprensa.
Desse modo, o troféu Prêmio ANA foi entregue ao Rio Grande do
Norte, Goiás, Paraná, Ceará e São Paulo, estado que arrematou
duas premiações.
Ao término da cerimônia de premiação foi
lançado o livro sobre o Prêmio ANA 2006, obra que contém
informações sobre as melhores iniciativas da primeira edição do
concurso e sobre os recursos hídricos brasileiros. Ao final da
publicação há um glossário de termos relacionados à água.
Racionalizar
desperdício, em vez de água
Potencial artigo de luxo, a água já apresenta
escassez em 29 países, atingindo cerca de 1,7 bilhão de
indivíduos, ou seja, quatro em cada dez pessoas são afetadas
pela falta d´água no planeta. Segundo a Organização Mundial de
Saúde (OMS), a situação se agrava, entre outros aspectos, devido
ao crescimento populacional e alterações climáticas. O
desperdício também é fator de motivação, tanto pelas
organizações, quanto pelas residências. Diante do quadro,
especialistas no mundo inteiro acreditam que até 2015 o número
de países atingidos pela falta de recursos hídricos saltará para
40.
O Brasil é um país privilegiado porque detém
12% da água doce de toda a superfície do planeta; tem o rio de
maior volume, um dos principais aqüíferos subterrâneos e
invejáveis índices de chuva. Apesar disso, o país perde 47% da
água bruta que produz por conta do desperdício. "Esse volume
perdido daria para abastecer toda França, Bélgica, Holanda e
norte da Itália. O problema é que não temos um órgão regulador",
justifica o professor Paulo Canedo (COPPE – UFRJ), especialista
em Hidrologia.
O dilema da carência de água, porém, não está
na quantidade, mas em sua distribuição. Cerca de 70% da reserva
brasileira encontra-se na Região Norte, onde vive menos de 10%
da população. Isso significa que, enquanto um morador de Roraima
tem acesso a 1,8 milhão de litros de água por ano, quem vive em
Pernambuco precisa se virar com bem menos, abaixo do padrão
mínimo que a ONU considera adequado: 1,7 milhão de litros/ano.
Pesquisadores e estudiosos no assunto são
unânimes no apelo por uma conscientização generalizada que leve
a mudança de hábitos e práticas mais responsáveis no que tange à
utilização da água, visando o fim o desperdício. Em casa, é
possível pôr em prática alguns procedimentos e cuidados
relevantes, como não exceder desnecessariamente o tempo de banho
e de lavagem do carro; lavar quintais e calçadas com ajuda de
uma vassoura, em vez de empurrá-lo com jato d´água; zela pelo
bom funcionamento das válvulas de descarga; observar se
torneiras e chuveiros estão bem fechados; entre outras
providências. Para se ter uma idéia, uma torneira vazando pode
desperdiçar 8 mil litros de água por dia, quantidade suficiente
para abastecer uma escola com 240 alunos.
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