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Pedofilia
Empresas se unem para combater
crimes na internet
As empresas de telecomunicação TIM, OI e
Brasil Telecom, o Ministério Público Federal, os Ministérios
Públicos Estaduais, o Departamento de Polícia Federal, o Comitê
Gestor da Internet no Brasil, a SaferNet Brasil, os membros da
CPI da Pedofilia e o presidente do Senado, Garibaldi Alves,
assinaram esta semana o Termo de Cooperação que visa o combate e
a prevenção de crimes contra crianças e adolescentes na
internet. O documento é resultado dos trabalhos da CPI da
Pedofilia, que tem avançado desde agosto por meio de reuniões
entre órgãos e instituições de direito. Ficou estabelecido que
as empresas que assinaram o termo facilitem, mediante prévia
autorização judicial, o acesso a dados de usuários investigados
por crimes cibernéticos de pedofilia.
Desse modo, as organizações signatárias terão
que especificar e desenvolver ferramentas que possibilitem a
centralização do recebimento e processamento de denúncias
anônimas de usuários de seus serviços mantidos e que envolvam
práticas ou condutas relacionadas a crimes sexuais contra
crianças e adolescentes. Um formulário será disponibilizado nas
páginas da internet para que as denúncias sejam integradas à
base de dados da "Central Nacional de Denúncias de Crimes
Cibernéticos", mantida pela SaferNet, que processará e
encaminhará tais informações às autoridades que fazem parte do
acordo.
O Termo de Mútua Cooperação foi motivado pelo
número expressivo de denúncias que a CPI da Pedofilia vinha
recebendo. A partir dele, será criada uma comissão permanente no
âmbito do Comitê Gestor da Internet, composta por representantes
das instituições signatárias, com a finalidade de avaliar o
cumprimento do acordo e promover campanhas conjuntas para a
conscientização da sociedade em relação à utilização adequada da
Internet, entre outras. "O Termo de Mútua Cooperação dá
continuidade aos esforços do MPF e de outras instituições após o
bem-sucedido acordo com a Google, firmado também na CPI em
julho", diz a procuradora da República, integrante do Grupo de
Combate aos Crimes Cibernéticos/MPFSP, Priscila Costa Schreiner.
Como outras empresas que participaram das
reuniões desde agosto não compareceram, a CPI decidiu convocar
os representantes da Vivo, Claro, Associação Brasileira de
Provedores de Internet (Abranet), Associação Brasileira de
Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix),
IG, Myspace, NET, Telefônica, Terra e UOL. |