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Porque trabalhamos pela
base da Petrobras em Niterói
* Rodrigo Neves
Há cerca de um ano trabalhamos para
garantir a implantação de uma base da Petrobras na região da
Ponta d’Areia, ao lado da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE)
do Centro. O local, sede do antigo Estaleiro Setal, pertence à
Marinha (80%) e à Prefeitura de Niterói (20%). Após várias
reuniões e estudos, a área técnica da Petrobras concluiu pela
viabilidade do projeto e finalizou os entendimentos com a
Marinha para o arrendamento da área. Os investimentos agora só
dependem da aprovação da Prefeitura.
A base da Petrobras em Niterói, com
expressivos investimentos na construção de módulos e logística
off-shore - inclusive para o extraordinário potencial da
exploração e produção na camada do pré-sal – é estratégica e
consolida a posição de nossa cidade neste novo ciclo de
desenvolvimento do Rio de Janeiro e do Brasil. Posição de
destaque nas produções científica, tecnológica e de equipamentos
no setor que mais cresce no país.
Com esse investimento poderão ser
criados 1.500 empregos diretos e 4.500 indiretos, ampliar a
arrecadação do ISS e garantir definitivamente quase 50
milhões/ano de royalties de petróleo para o município.
Faz-se necessário lembrar que Niterói atualmente recebe
royalties e é classificada como zona de produção principal
do petróleo, não porque o produz, mas porque sedia atividades
essenciais à atividade petrolífera.
A Petrobras está disposta a realizar
outros investimentos diretos na cidade como parte do projeto da
base em Niterói, que devem priorizar a infraestrutura urbana,
como o sistema viário e a urbanização de favelas. Por isso, não
podemos perder essa oportunidade indispensável.
* Sociólogo, deputado estadual e
presidente da Comissão de Desenvolvimento
Regional da ALERJ. |