Praga
As
grandescidades – inclusive Niterói – estão infestadas de pragas
nunca antes imaginadas. Refiro-me aos guarda-chuvas e sombrinhas
de origem chinesa ou paraguaia (?), vendidos por camelôs ao som
de qualquer trovão. O que posso afirmar é que são produtos
ordinários, de baixo preço e péssima qualidade, que nunca
resistem à primeira chuva de vento.
Fura-olhos
São
trombolhetes que mais dão amolação do que solução. Reparem só:
basta uma chuvinha cair que começa o infeliz desfile de
guarda-chuvas esfrangalhados, muitos com barbatanas já
despregadas e hastes de metal perigosamente à espreita de olhos
distraídos.
Penteado de
madame
"É cômico e de
muito mau gosto. Icaraí vira uma passarela de lonas multicores
em escancarada desarmonia" – sentencia o cabeleireiro Celso, do
Sassaki`s New Hair. A pior dessas geringonças, segundo ele, é
uma meiga sombrinha de cor rosa chiclete. " É uó! Sempre verga
uma metade do tecido para o céu, enquanto a outra metade ataca o
penteado da madame" – explica o coiffeur.
Briga de casal
Dia desses eu
passava distraída em frente ao Bibi Lanches, na Moreira Cesar
com Mariz e Barros, quando um par de óculos varejou nas minhas
finas canelas, repicou na calçada e só parou no meio-fio. Freei
as passadas, pois imaginei que pudesse ser briga feia ou
discussão acalorada de casal pós-feriadão.
Explosão de
air-bag
Não era briga,
vou contar. Ao manusear um mini guarda-chuva preto que acabara
de comprar a R$ 5, um dos gerentes do Bibi, acionou o botão de
trava do artefato que se abriu de supetão. Blufh! Ele levou um
baita susto com a inesperada e impactante "explosão" de
barbatanas e lonas e, no mais puro reflexo de defesa, jogou tudo
pro alto. Só de implicância, uma haste atrevida enganchou e
arremessou longe os óculos do pobre coitado.
Ressentimento
Por que será
que a atriz Luana Piovanni, em recente entrevista, mais uma vez
lançou farpas contra o recém-casadinho Dado Dolabella? O que
passou passou, ou ainda incomoda?
Bom exemplo
Recebi na
estação de Charitas uma carta aberta ao passageiro, assinada
pelo diretor superintendente de Barcas S/A, Flávio Medrano de
Almada. No documento, ele presta contas de sua gestão aos
usuários das barcas, focando principalmente as medidas que vem
adotando em nome da segurança e do conforto no transporte
aquaviário. Li e gostei.
Nada mole
Se tem uma
coisa que requer um certo sacrifício é ir aos sanitários no La
Mole do Plaza Shopping. Para os cadeirantes então, nem pensar. O
singelo recanto de introspecção e higiene íntima fica no segundo
andar do restaurante e o acesso é apenas por escada. Que mico!
Aqui e agora
Nem o poeta e
escritor Charles Bukowski desenhou inferno tão medonho. É cada
vez maior – e dramática – a legião de miseráveis e maltratados
habitando a "proteção" das marquises do centro de Niterói.
Muitos chafurdam a vida na bebida alcoólica; adoecidos,
perdidos, desamparados e desesperançados. Alô, autoridades! Alô,
sociedade! A missão do céu é aqui na terra.
Tiro na água
Nos enormes
front-lights da ponte Rio-Niterói muitas empresas insistem em
bancar anúncios de frases enormes e mensagem complexa. Não
entendem que os carros passam voando e que o motorista perde o
time da informação. Estão jogando dinheiro fora.
Hermanos
Putz, e os
argentinos!? Agora nos cabe secá-los com pimenteira na terra
Mandela.
Pra terminar
Já dizia Chico
Buarque, "não se afobe não, que nada é pra já".