CÂNCER DE MAMA
Cientistas americanos defendem
mamografia após os 50
Uma revisão científica
da Força Tarefa de Serviço Preventivo dos Estados Unidos (USPSTF) chegou
à conclusão de que as mulheres devem fazer mamografia a partir dos 50
anos de idade, não aos 40 como defendiam anteriormente. E mais:
recomendam o exame a cada dois anos, não mais anualmente, e que as
pacientes deixem de fazer o autoexame. No Brasil, a orientação, conforme
o Consenso de Mama (documento do Ministério da Saúde que contém condutas
específicas para o controle do câncer de mama), publicado em 2004, é de
que mulheres entre 50 e 69 anos façam o exame.
O
USPSTF é o órgão que determina as diretrizes que os médicos
norte-americanos devem seguir na prevenção e tratamento de doenças. A
nova indicação da Força Tarefa defende que, antes dos 50 anos, o
resultado da mamografia pode estimular tratamentos desnecessários e nem
sempre eficazes, como biópsias, cirurgias, radioterapia e quimioterapia.
De acordo com o grupo independente de especialistas dos EUA, a evidência
de que o exame antes dos 40 anos de idade possa salvar vidas é quase
insignificante: de 10% a 20% dos tumores em estágio inicial são
diagnosticados como malignos, quando, em verdade, são benignos.
INCA
- No Brasil, cerca de 50 mil novos casos
de câncer de mama são diagnosticados por ano. O Instituto Nacional do
Câncer (Inca) recomenda que o rastreamento comece aos 50 anos, a menos
que a mulher tenha histórico da doença na família. "Desde 2003, quando
participei com outros especialistas brasileiros do Consenso de Câncer de
Mama, ficou definido que, como estratégia de prevenção, a mamografia
deve ser feita por mulheres entre 50 e 69 anos, com intervalo de até
dois anos entre os exames. Apesar da recomendação do Inca, uma lei
federal garante que mulheres a partir dos 40 anos tenham o direito de
fazer a mamografia gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Para
mulheres com risco elevado, a idade recomendada para iniciar as
mamografias é aos 35 anos", adverte o médico César Lasmar, diretor do
Hospital do Câncer III, unidade do INCA, especializada no atendimento do
câncer de mama.
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