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Edição 740 - Semana de 21 a 27 de novembro de 2009
..::data e hora::..    00:00:00

Matéria  redacao@folhanit.com.br


Música alta pode causar problemas auditivos

Augusto Morais

Especialistas afirmam que, cada vez mais, pessoas expostas a altos ruídos estão sujeitas à perda progressiva da audição. Os sinais de alerta para o problema, que muitas vezes é assintomático, podem ser zumbido nos ouvidos, irritação, insônia e depressão. Segundo a Sociedade Brasileira de Otologia, a poluição sonora é considerada um problema de saúde pública, com índices alarmantes semelhantes ao da água e do ar.

A perda de audição afeta 10% da população mundial. No Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas têm deficiência auditiva e 350 mil não ouvem absolutamente nada. Segundo otorrinos e fonoaudiólogos, ruídos acima de 50 decibéis podem causar lesões no aparelho auditivo.

A deficiência auditiva tem sido diagnosticada, cada vez mais, entre jovens. Estudos apontam alguns hábitos como vilões na contribuição para o aumento do problema. Crianças, adolescentes e adultos adotaram objetos como Ipods e MP3 como peças indispensáveis em suas vidas. No entanto, o tempo de exposição ao alto volume de músicas colabora para a perda auditiva prematura. Para agravar ainda mais o quadro, algumas pessoas ainda têm por hábito frequentar casas de show e boates, onde é comum música em altíssimo volume.

É indicado ‘repouso auditivo’

A população deve tomar alguns cuidados para preservar a audição, diante de um mundo tão barulhento. Quem trabalha exposto ao barulho constante deve utilizar equipamentos de proteção, como prevê a lei. "O uso persistente de aparelhos, como MP3, pode prejudicar a audição quando o volume estiver acima do tolerado", explicou a fonoaudióloga Marcela Brandão. Especialista em audiologia, ela recomenda que frequentadores de boate façam "repouso auditivo" após passarem horas sob constante barulho.

O coordenador de audiologia da Associação de Pais de Deficientes Auditivos – APADA, o fonoaudiólogo João Ney de Souza, lembra que a hipoacusia – baixa auditiva – não é percebida pelo doente. "O importante é que a pessoa não fique exposta ao barulho excessivo. Primeiramente, pessoas com esse hábito podem deixar de ouvir sons ambientes e, mais tarde, sons da fala. Mas quando isso acontece, a doença já está avançada", alerta.

Exames periódicos podem contribuir para detectar a doença em seu início, afirmam os especialistas. Em Niterói, a APADA – Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Adição, conta com ambulatório de otorrinolaringologia e atende à comunidade através de convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição também oferece exames audiológicos. A APADA fica na Rua General Andrade Neves, 307, em São Domingos.


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