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Edição
747
- Semana de 9 a 15 de janeiro de 2010
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Brasil
Saúde
investe em medicina
não convencional
O Ministério da Saúde (MS) anunciou que o
acesso gratuito a práticas alternativas ao bem-estar, como
homeopatia, medicina tradicional chinesa, acupuntura e
fitoterapia, aumentou no Sistema Único de Saúde (SUS) graças à
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).
Em 2008, o SUS contabilizou 126.652, um crescimento de 358% em
relação a 2007, que foi de 27.646 atendimentos. O investimento
federal em consultas homeopáticas também cresceu 383%.
A política recomenda ações e serviços no SUS
para prevenção de doenças, tratamento e recuperação, além de
cuidado continuado, humanizado e integral na saúde da população,
com ênfase na atenção fundamental oferecida nas Unidades Básicas
de Saúde e nos Núcleos de Apoio à Família (NASFs) e hospitais.
Entre as práticas alternativas de promoção de saúde está o
termalismo, que utiliza a água para tratamentos e as práticas
corporais Lian Gong e Tai Chi Chuan.
Implantada em 2006, a Política Nacional de
Plantas Medicinais e Fitoterápicos financiará seis novos
medicamentos neste ano. Um dos projetos é que os postos de saúde
ofereçam medicamentos (fármacos) produzidos à base de
alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona
da soja e unha de gato. Com isso, o número de fitoterápicos
financiados pelo SUS passará de dois para oito. Os novos
produtos – preparados a partir de plantas medicinais – são
indicados para o tratamento de problemas como prisão de ventre,
inflamações, artrite reumatóide e sintomas do climatério.
Médico lança
primeiro romance
O
médico Carlos Hiran Goes de Souza lança seu primeiro romance
nesta segunda-feira, dia 11, às 18h30, na Casa de Ofícios, em
Laranjeiras. Intitulado "As Farsas dos Moços de Capela", o livro
é uma obra de ficção e nasceu após três anos de pesquisa. A
trama é ambientada no período da alta renascença, em Portugal, e
conta a história de amor entre Inês de Castro e o príncipe Dom
Pedro. Editado pela Arquitetura Cultural Brasileira, a obra
mostra uma parte da história que ficou adormecida durante muitos
anos.
Inês de Castro ficou conhecida como a "Rainha
Morta", já que foi degolada pelo rei de Portugal, pai de Dom
Pedro, e coroada somente quando este subiu ao trono daquele
país. "É eminentemente uma ficção ‘criada’ num cenário
histórico. Tudo se passa quando Lisboa era o maior centro
comercial da Europa. O rei da época era Dom João III. Muitos dos
personagens citados são personagens históricos e muitas
passagens estão registradas na história portuguesa. A trama se
resume nas intenções de Dom João III e da Igreja Católica.
Naquela época, os reis eram muito próximos da Igreja e os
poderes se confundiam. Chamei de ‘farsas’ por dois motivos:
primeiro porque os sacristãos são envolvidos numa grande farsa
armada pela corte e pela Igreja. Segundo, porque as peças de
teatro eram chamadas de ‘farsas’ ", explica o autor, que faz
questão de lembrar que tem o maior respeito pela Igreja Católica
e por todos os movimentos religiosos abordados no livro, que
considera um movimento de fé.
Sempre ligado ao cenário cultural, Carlos
Hiran é autor também de peças infantis. Seu namoro com a
literatura começou em 1983, após ter se especializado em
Pediatria, quando lançou a peça "Andando nas Nuvens".
A Casa de Ofícios fica na Rua Gago Coutinho,
nº 6, Laranjeiras, RJ.
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ESPECIAL EDUCAÇÃO 2009
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