Com
temperaturas que chegam a 40 graus à sombra, o niteroiense
adotou um hábito saudável para refrescar o calor: matar a sede
com água de coco. Natural ou gelada, a bebida agrada a pessoas
de todas as idades e já superou as vendas de refrigerantes na
orla da cidade. Uma mudança no Código de Posturas Municipal
autorizou as barracas de coco a funcionar 24 horas, o que levou
a um aumento do consumo. Alguns pontos de venda chegam a
comercializar 250 unidades por dia.
Há 25 anos, no calçadão da Praia de Icaraí,
Miguel Ribeiro Campos revela que no período de férias dobra a
venda de água de coco. O aumento no consumo cresceu, mesmo com o
reajuste no preço do produto, que vem de cidades do Nordeste. Em
média, cada fruto sai a R$ 2,50 e o copo de 200 ml a R$ 2.
Miguel Campos vende diariamente cerca de 250 cocos para um
público bem eclético. "Tenho todo tipo de cliente. Alguns
preferem tomar a água de coco gelada aqui mesmo, outros apreciam
também a polpa e há quem prefira levar para casa", conta.
O advogado Lauledzon de Campos bebe água de
coco diariamente. Ele leva o fruto para casa, onde a consome na
temperatura ambiente. "A água de coco faz parte da minha vida há
30 anos. É um hábito muito saudável."
Com cinco refresqueiras instaladas em sua
barraca localizada na esquina das ruas Otávio Carneiro e Moreira
César, Dudu do Coco resolveu inovar para não perder a clientela.
Ele comercializa o produto em copos e garrafinhas que podem ser
levadas para casa. "Antes, precisava de 10 caixas de isopor para
acondicionar todo o coco. Hoje esse processo, além de mais
higiênico, não ocupa tanto espaço e ainda permite que os
clientes levem para viagem", explicou, revelando que cerca de
500 pessoas passam diariamente por sua barraca.
A nutricionista Anny Campos de Paula, da
Nutriprime, recomenda a ingestão de muito líquido nos dias mais
quentes. "A água de coco é muito bem vinda nesses dias de calor,
ajuda a hidratar o corpo, permite a reposição dos sais minerais
perdidos com o suor e possui pouca caloria", lembra Anny,
ressalvando que os bebês só devem consumir a partir do desmame.