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Casa Abrigo da Mulher é entregue em São Gonçalo
Espaço irá atender mulheres vítimas de violência em situação de risco de morte
Foto: Amanda Révész
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) entregou, nesta quinta-feira, 17 de maio, à Prefeitura de São Gonçalo a Casa Abrigo da Mulher. O equipamento irá atender a mulheres em situação de risco iminente de morte de todo a Região Leste Fluminense. O investimento é de cerca de R$ 984 mil, sendo R$ 573 do Governo Federal e R$ 411 do Governo do Estado.
"Quando assumi a Secretaria de Estado, a prefeita Aparecida Panisset, a Marisa Chaves e a Regina Célia foram no meu gabinete e me disseram: nós precisamos concretizar uma luta do Movimento de Mulheres de São Gonçalo. E eu conversei com o governador Sérgio Cabral sobre isso e hoje estou muito feliz por entregar a Casa Abrigo da Mulher de São Gonçalo. Essa casa foi construída com muito carinho e a partir de hoje, as mulheres que sofrerem algum tipo de violência e que tiverem que sair de casa terão um abrigo aqui em São Gonçalo, que será referência para toda a região. Acabou aquela história da mulher ameaçada pelo marido que não ter para onde ir”, disse o secretário Rodrigo Neves.
O espaço, construído pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (EMOP), será gerido pela Prefeitura de São Gonçalo.
"A Casa Abrigo da Mulher era uma luta do Movimento de Mulheres de São Gonçalo há 12 anos. Foi uma luta muito grande. Chegamos ao ponto de perder a verba porque o município estava endividado quando assumimos o governo. O recurso veio para o Estado, que complementou e agora realiza esse sonho. É mais um fruto da união do Município, Estado e União em beneficio do povo”, agradeceu a prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset.
O equipamento tem capacidade para atender 30 mulheres e seus filhos. Durante o período em que ficam no local, as mulheres recebem atendimento multidisciplinar com psicólogos, assistentes sociais, advogados, dentre outros, até que estejam preparadas para retomar as suas vidas. Os filhos das mulheres também recebem acompanhamento escolar, a fim de não interromper os estudos.
"O equipamento veio para fechar a nossa rede de proteção aos direitos da mulher, em especial essas mulheres vítimas de violência. Nos já temos a delegacia, o juizado, os Centros Especializados de Orientação à Mulher e as campanhas de esclarecimento, que servem de medida de prevenção e alerta. Com esse abrigo nós temos como resguardar essa mulher que a gente estimula a denunciar a violência”, explica a secretária de Integração e Políticas para as Mulheres de São Gonçalo, Regina Célia Leal Marques Vieira.
O Estado conta ainda com outras quatro casas abrigo nos municípios de Volta Redonda, Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes e Nova Iguaçu, sendo esta última gerida pelo Estado, através do RioSolidário.
“Quero agradecer à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, ao secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, e a prefeita Aparecida Panisset, que se sensibilizaram pela causa, porque em pleno século XXI as mulheres ainda sofrem violência silenciosa, que mata e retira a esperança. Agora essas mulheres em risco que denunciam e não sabiam para onde ir tem um lugar para acolhê-las, enquanto a Justiça toma as medidas de proteção”, finalizou a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de São Gonçalo, Marisa Chaves.
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