TRÊS NOTÍCIAS:
A ruim:
O "Manual de Sobrevivência na Selva do Jornalismo"
esgotou em todo o Brasil

A boa:
A 2ª edição já chegou às melhores livrarias

A melhor:
A 3ª edição já está a caminho


ADQUIRA JÁ:

http://www.booknet.com.br


Esgotado em todo o país o livro MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA NA SELVA DO JORNALISMO, de Luiz Antonio Mello, chegou a sua segunda edição. Rapidamente. A terceira edição está a caminho. Editado pela Casa Jorge Editorial, o livro está sendo adotado em várias Faculdades de Comunicação do Brasil pois mergulha, de uma forma descontraída, na chamada "cozinha da mídia".

São 27 anos ininterruptos de atividade jornalística que o autor transformou num guia prático, cheio de dicas, macetes que vão desde "como entrevistar" até "como escrever e editar um texto", os dramas do primeiro estágio, os equipamentos fundamentais para um jornalista tudo passando pelos "humores dos chefes".

Por ser prático e direto, o MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA NA SELVA DO JORNALISMO é um sucesso nacional e foi apelidado pelos estudantes de "Faculdade de Bolso". Se você vai estudar, estuda ou acabou de estudar Jornalismo, conheça esse livro. Ele não faz milagres, mas facilita bastante a vida profissional de quem está começando. Sem teoria.

E-MAIL

 

Casa Jorge Editorial Ltda / Tel.: (021) 240-8837 / 240-1241
Fax: (021) 262-0715

e-mail: casajorge@openlink.com.br

Rio de Janeiro


ÍNDICE

Aviso ao leitor 9 / 1ª retranca: A vocação 13 / 2ª retranca: A língua 19 / 3ª retranca: A má fama 23 / 4ª retranca: O salário 27 / 5ª retranca: A faculdade 31 / 6ª retranca: O estagiário 37 / 7ª retranca: O equipamento 45 / 8ª retranca: As fontes 49 / 9ª retranca: As entrevistas 53 / 10ª retranca: O "furo" e a "barriga" 57 / 11ª retranca: Jornalistas e computadores 65 / 12ª retranca: Jornalistas especializados 73 / 13ª retranca: As tragédias 79 / 14ª retranca: Como sobreviver aos chefes 85 / 15ª retranca: Sem texto não dá 91 / 16ª retranca: O radiojornalismo 95 / 17ª retranca: O telejornalismo 103 / 18ª retranca: O assessor de imprensa 109 / 19ª retranca: A síndrome do estrelismo 115 / 20ª retranca: Jornalismo e política 121 / 21ª retranca: Denuncismo e alarmismo 127 / Conclusão 135 / O Autor 143


 

AVISO AO LEITOR

luiz.jpg (10074 bytes)Este livro é o resultado de 25 anos ininterruptos de jornalismo. É um trabalho que aborda, exclusivamente, a prática, o dia-a-dia, os desafios da profissão de jornalista. Ele não está calcado em fundamentos teóricos radicais e não tem qualquer pretensão de ser tratado como peça acadêmica.

As redações da vida são o set deste trabalho, onde tudo aconteceu. Ali, convivendo com todos os tipos de situações, adversidades e personalidades, adquiri minha formação, complementada no curso superior de Comunicação Social da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, onde me formei. Aprendi com grandes mestres que o jornalismo está entre as profissões mais dignas e apaixonantes pois mexe com indivíduos, instituições, emoções, dogmas e mitos. Tudo ao mesmo tempo. A profissão de jornalista nos faz ver o mundo e principalmente as pessoas de outra forma. Subverte nossa bagagem existencial, anarquiza nossos conceitos estáticos. O jornalismo impõe uma dinâmica de vida mais ousada, ao mesmo tempo que nos joga de encontro a desafios permanentes e a total falta de rotina, disciplina nosso senso crítico, nos obriga a funcionar dentro de critérios mais tolerantes e imparciais. Um jornalista nunca sabe, com precisão, o que vai fazer na hora em que acorda e tem uma vaga idéia de como será seu dia seguinte. Ele pode suspeitar que às 10 horas da manhã vai entrevistar o presidente da República, conforme já está agendado, mas às 7 da manhã a redação pode telefonar avisando que houve mudanças e, ao invés da entrevista, o profissional terá que pegar um avião para Buenos Aires onde explodiu uma bomba.

Este manual é destinado a todos aqueles que optaram pelas redações como habitat, mas que, por uma série de motivos, dentre eles a natural falta de experiência, não sabem ao certo o que os espera.

As faculdades trabalham a teoria, os chamados fundamentos científicos, fazem trabalhos de laboratório, exercitam, mas a vida real é outra. A vida real não tem ensaio, não tem preview. Nas redações não faltam camaradagem, humor, aflição, angústia, gargalhada. Só falta tempo. Não há tempo para explicar em profundidade o seu funcionamento, principalmente porque os meios de comunicação são organismos vivos cujo metabolismo está à mercê dos fatos. E os fatos não dão trégua ao tempo, que por sua vez asfixia o jornalista. Essa luta contra o tempo faz do profissional um equilibrista no fio de urna navalha, já que a pressa é o ritmo normal, é o ritmo exigido, mas mesmo assim continua inimiga da perfeição.

A idéia de fazer este manual vem de longa data, desde que, no início da carreira, vasculhei livrarias atrás de publicações que pudessem enriquecer mais a prática. Sim, encontrei montanhas de livros, ótimos, magistrais, mas voltados para os fundamentos científicos e muito mais ligados à análise da profissão. Nenhum desses livros comparou-se ao convívio diário com celebridades da mídia. Foi um início difícil (como aconteceu com todos os meus colegas) porque, devido à tal falta de tempo, as redações, por mais que se esforçassem, não podiam parar para ensinar. Aprendemos produzindo. Assistir a uma celebridade trabalhando pode valer mais do que uma meia dúzia de livros. E, rodopiando pelas redações, vi grandes jornalistas conversando com presidentes da República ao telefone, com um desprendimento que chegava a ser assustador. Aí, com o tempo, vai-se perdendo o medo e fica-se desprendido também.

Ao contrário de muitas atividades profissionais, o jornalismo se enriquece com o passar do tempo. A cada dia, mês e ano, o jornalista ganha mais cancha, mais maturidade, e entre todos os colegas que ouvi para escrever este manual, a frase mais constante foi "quando saio da redação, todo dia, na hora de ir embora, juro que é a última vez, e quando volto, no dia seguinte, é como se fosse a primeira vez". Veteranos (que cobriram guerras, conheceram várias fases de nossa História) fizeram questão de frisar que, a cada dia, aprendem uma nova lição. "Quando passo uma semana sem errar, me preocupo. Estaria ficando defasado?", disse um desses nobres veteranos. E, como toda ciência inexata, a Comunicação Social trabalha muito em cima de hipóteses, suposições, intuição. Está longe da precisão da Matemática ou da vasta argumentação da Física. Não seria crime definí-la como "empírica", mas que está entre as ciências mais inexatas do mundo, não há dúvida que está.

Entre o berço de uma ciência extremamente inexata (a universidade) e um campo de batalha onde não faltam balas perdidas (as redações) está o jornalista iniciante com sede para começar (mas não sabe bem quando), para fazer (mas não sabe bem o quê), e para crescer (sem saber bem como). A consciência de que esse estado é mais do que normal quando se entra pela primeira vez numa redação já é um gigantesco passo.

O leitor não vai encontrar os chamados "achismos" neste livro. Mesmo porque costumo dizer que não acho nada, o meu negócio é procurar. O relato aqui é de vivência pura, sem especulações ou devaneios. Cada palavra deste trabalho foi escrita com base em fatos e situações reais que vivi e vivo, já que não está em meus planos deixar a profissão. Banir o jornalismo seria como banir a minha história, a minha proposta de vida. Por sorte, trabalhei em todos os degraus da profissão. Fui apurador, repórter, setorista, redator, subeditor, editor, e passei por jornal, revista, rádio e TV. Tudo que vi e ouvi de importante procurei transportar para este livro, de uma maneira desprendida, informal. O leitor notará que raramente cito nomes de veículos e colegas por um motivo simples: o lado obscuro, corrupto e até doentio do jornalismo também é abordado aqui, sem que fosse citado um só nome, pois o objetivo não é julgar. Mais: não aparecem todos os veículos e profissionais sérios que gostaria de citar, mas que foram fundamentais na minha formação. Por isso, para injustamente não deixar nomes de fora, optei pelo que os cariocas acabaram definindo como "falar de milagres e não de santos".

Aproveito para agradecer a todos os profissionais que direta ou indiretamente contribuíram para que eu conseguisse construir uma história e me tomar amante visceral desta profissão possessiva, algoz, ciumenta e deliciosa. Agradeço, também, a todos os estagiários que, ao longo do tempo, trouxeram suas dúvidas, angústias e crises, matéria-prima fundamental para que este manual ganhasse vida.

Luiz Antonio Mello

 

banner2.gif (12259 bytes)