Mês: janeiro 2021

As coisas só estão definidas por enquanto – por Marco Orsini

A cada raiar do dia vou me permitindo ser minha própria tribo. Infelizmente, não percorro essa tal estrada do pensamento e da vida com muita leveza, pois muitos dos meus ficaram para trás. Sinto-me feliz em retornar e buscá-los nos meus mais profundos pensamentos e num canto alegre de meu coração. Nesta falta de leveza, muitas vezes, é difícil perpassar a linha da vida com candura e agir languidamente Poucos são os que conhecem algumas cicatrizes estampadas no meu coração. Maria Felinto é uma dessas pessoas que sabe os meandros do meu sentimento. Trabalha conosco há anos e, indubitavelmente, a vida nos permitiu conhecer essa grande pessoa. Nordestina, pobre de capital e rica de amor que sempre esteve ao meu lado. As lembranças do funeral da Bety não conseguem ser apagadas. Quando todos marchavam na grama escorregadia por orvalhos de chuva – essa por ali ficou. Ganhei um abraço e um sussurro: “Pois é seu Marco, ela vai fazer falta”. Minha mãe admirava Maria – eu a amo. São quase 30 anos trocando experiências e deixando-a, literalmente, saber sobre meus “saberes”. Aos poucos vou buscando não me afogar com tanta tragédia que vejo e vivencio. No seio da literatura e da ciência faço o meu descanso, embora acho que a segunda está vendida – não toda ela – mas boa parte. Existem muitos “mitos” decadentes que parecem sustentar esse...

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Idosa de 93 anos e enfermeira do Hospital Municipal Oceânico foram as primeiras a receber a vacina contra a Covid-19 em Niterói

Nessa primeira fase da vacinação, apenas idosos em instituições de longa permanência e profissionais de saúde receberão as doses da vacina A idosa Clice de Souza Carvalho, de 93 anos, e a enfermeira Bruna Lemos, de 35 anos, foram as primeiras a serem vacinadas contra a Covid-19 em Niterói nesta terça-feira (19). Clice de Souza recebeu a primeira dose da vacina na Casa de Repouso Hotelar, onde vive. Bruna Lemos foi vacinada no Hospital Municipal Oceânico de Niterói, unidade exclusiva para o tratamento de pacientes com Covid-19, pioneira no país. O prefeito Axel Grael e o secretário municipal de...

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“Mãe, você me acha burro?” – por Marco Orsini

Essa foi uma das poucas perguntas feitas por mim para a minha mãe, embora soubesse que me machucaria uma resposta inesperada, mas ela veio como uma libertação. “Não filho, você é ainda novo”. Bety – uma mulher muito simples e piedosa – alertou-me que ainda teria tempo para me tornar mais maduro e menos ignorante. Fiz um mergulho dentro de mim mesmo e, literalmente abstraír-me dos excessos do mundo externo. Estou numa viagem de autoconhecimento há tempos, embora saiba que minha subjetividade depende do que o outro diz que sou, como na pergunta feita para minha mãe. Precisamos um do outro, e desta forma, mantenho-me com sincero desejo que o mundo melhore para todos. Hoje, é algo torturante e contundente para as pessoas ficarem imersas no espaço restrito de seus próprios pensamentos. A dependencia somente de estimulos externos, o consumismo compulsivo e a falta de diálogo parece que restringiu nossas relações interpessoais. Certa vez, escutei de um professor de medicina que ele dominava oito idiomas; fiquei pensativo e triste. “Puxa, esse homem fala tantas linguas, mas não se faz entender nem com a sua nativa”. Enfim, hoje tento lapidar o que tenho de melhor e ter sempre algo produtivo a dizer para os que comigo interagem. A coisa mais preciosa da vida é se nós somos fatores de soma na vida de outros… a nossa vida pode ser uma...

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COVARDIA DA MERITOCRACIA – por Marco Orsini

Não consigo fingir que estou com medo. Está presente uma percepção normal em mim, devido ao que estamos a vivenciar. O medo em si não é ruim, pois nos permite criar estratégias a médio e longo prazo para alguma defesa. Mas, meu sentimento predominante é a gratidão. Sou grato e um admirador de Deus, *daqueles* fervorosos. Tenho certeza que não apenas acredito, mas experimento Deus de forma multifacetada. Penso que todo *brasileiro* deveria ter sua religião e, mesmo os que não acreditam em absolutamente nada oriundo do divino, alguma forma de acreditar. Minutos antes de minha mãe falecer ela me disse, já com os esmaltes dos dentes tomados pela transição do processo derradeiro da vida: “Filho, eu estou bem, acredite”. Obviamente, mesmo sendo médico e encarando tudo aquilo como um processo natural de quem nasce, fiquei muito mal. Um derreamento completo de corpo e espírito. A gente olha o CTI e não percebe algumas situações que ocorrem enquanto no papel de médico. As lamparinas, os monitores, a velocidade do processo, a finitude, a gravidade e, principalmente, que todos os significantes têm significado. Liguei para um médico e grande amigo, Marco Antonio Araujo Leite, e disse: “Marcão. Preciso que você me tire daqui, pelo amor de Deus”. Momentos depois estávamos numa padaria – eu inerme e inerte; e ele me contemplando de modo compassivo. Ele não tinha muito o que...

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Neto gatuno – por Marco Orsini

Ontem percebi que vovó estava escondendo suas economias dentro de meias-calças. Liguei para um primo que não segue a mesma linhagem do meu DNA, mas é meu primo. Não de sangue, mas é. É meu primo – assim lhes apresento- pois o que circunda suas decisões é uma miscelânea que envolve compromisso social, caráter, empatia e inteligência. Paulo José é um promotor que parece ser brabo, mas até hoje não rugiu ou mostrou os dentes- pelo menos para mim. Passamos poucas e boas juntos; inclusive aquela nossa estória da injeção quando lhe roubaram o carro, onde fui até a 77 DP, carimbar-lhe as nádegas ante a um problema em sua lombar. Emblemática estória – só nossa. Palinha, apelido de PJ, me lembra aqueles xerifes quando de terno e gravata, mas assim como eu gosta de uma boa bermuda surrada com camisas gastas. Nos respeitamos bastante, provavelmente por sermos ou termos alguma forma de sintonia fina. “Paulo, sinceramente, nenhum neto fica confortável com tal atitude”. Ele me lembrou, durante nossas sempre agradáveis conversas, do personagem Palhares, de Nelson Rodrigues – o canalha honesto, da qual Nelson nos dizia que um dia sentiríamos falta em nossa sociedade. Maria Amélia, minha avó, sempre teve brigas homéricas com a minha mãe, muitas relacionadas ao capital. Penso que os velinhos acreditam que ter economias não os fará refém de asilos ou de maus-tratos; que...

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É perda de tempo consertar o impossível – por Marco Orsini

Hoje estava a ler alguns textos científicos, onde a linguagem empregada e o método científico proposto – cerne de um trabalho – estavam indecifráveis. Como não tenho alma de um Champollion para decifrar mistérios e, obviamente, manifesto certa impaciência quando me deparo com trechos que mesmo sendo redigidos em nosso idioma, são incompressíveis. Ademais não tenho espírito de Osório Duque-Estrada como guarda noturno da língua pátria, mas tudo tem limites. Já me irritei mais com isso. Jaqueline, minha aluna, acaba de brigar comigo porque falei, com timbre e tonalidade de um de monge budista: “Esquece pequena. Não dá. É melhor enterrar essa proposta ao adoecermos buscando corrigir danos irreparáveis”. Atento que me referia a um trabalho o qual ela não fora a responsável, pois estava somente, como uma excelente interna, tentando reanimar algo morto. A linguagem é a representação do pensamento e também do mundo; é instrumento de comunicação, ou seja, deve facilitar a compreensão do outro para o que quer comunicar, e também é forma de interação social. Dispensável comentar sobre os descuidos contumazes com o método científico composto por um conjunto de normas básicas que sustentam a comprovação científica dos fatos a serem investigados. Esse é um motivo pelo qual estou me ausentando aos poucos das pesquisas e orientações, mormente da área médica. Alguns médicos acham que por serem médicos têm direito simplesmente de escreverem o que...

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Niterói está preparada para iniciar vacinação contra a Covid-19 ainda em janeiro

Município terá 54 salas de vacina nas unidades do Programa Médico de Família (PMF), policlínicas e unidades básicas de saúde, além de sistema de drive thru. Agendamento para imunização poderá ser feito pelo aplicativo Niterói está pronta para iniciar a vacinação contra a Covid-19 até o final deste mês. A cidade foi a única do estado do Rio a participar do esforço mundial pela vacina, começando em agosto os testes da Fase 3 da Vacina Coronavac/Butantan com centenas de voluntários profissionais de saúde de Niterói. A Prefeitura de Niterói assinou em dezembro um memorando de intenções com o Butantan...

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Dia de cão com amor – por Marco Orsini

Antes de qualquer coisa hoje é aniversário do meu Bento Orsini, irmão do meu João Orsini. Meus filhos, meu sangue, são meu DNA em movimento. Em um País que não dá oportunidades igualitárias é muito difícil não ser pessimista com os jovens. O povo é enganado por pastores religiosos, por empresários SA e principalmente por nós mesmos- essa classe média pobre de coração. O pobre está fadado a ser empurrado para baixo do poço ou escoltado para fora da sociedade. Na verdade ele já foi, mas ainda não sabe. Essa estória que o sujeito humilde e subserviente à dízimos vai antes para o céu é uma babaquice. O céu é para todos – não tem dono nem chave celestial. Fico pensando nesses jovens de IFood pendurados sobre bicicletas ganhando uma miséria que não suprem sequer suas necessidades calóricas diárias. Ontem vi o abisonhado do Bolsonaro pulando com uma camisa da Philco e relógio da marca Cássio. Ele tem um excelente assessor de imprensa, além disso me parece, segundo definição de Melo Reis, uma especie de canalha. As pessoas chamam lhe de Mito, mas imbecilmente não sabem tal significado. Seguidores de um “mito” como esse é terrível. Não vou mais falar de política, prometo. Isso cansa… parece não ter solução. Vamos para a parte boa da crônica?! Decidimos adquirir um Golden, chamado por João de Thor. Cláudia, uma paciente do...

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Bacalhau à Bangu – por Marco Orsini

  Bacalhau à Bangu Marco Orsini Um amigo rugiu comigo. Disse que as crônicas estavam melancólicas e que eu deveria tomar providências internas. Olímpio Peçanha é um dos amigos que Bety Orsini me deixou e que hoje representa um “personagem” importante na minha vida. Não consigo buscar racionalmente uma definição dele – poderia caracteriza lo com um médico humano, engajado 24horas com seus pacientes. Quando ele gosta dos amigos abraça, carreia os com zelo e protege com unhas e dentes Caso contrário é um problema – também é brabo – comigo não. “Marquinho, como você está?”. Semanalmente, como um mantra, sinto me querido com o seu carinho e da Liliane. Por falar em amigos que papai do céu nos coloca no front- recebi a visita de André Regazzi Gerk; um dos melhores clínicos, de olhos cerrados. Me avaliou, rabiscou suas receitas como assim fazemos e disse me ser um prazer habitar aqui, na minha casa, mesmo que por minutos. Interessante que minha mãe tinha tanta gente que habitava em seus celulares, mas após sua partida se foram. Olimpio perdurou como um “parasita”da boa vontade – sem interesses- admiro-o. Isso me parece bonito. Lembro-me de um Natal em que minha mãe fazia parte do Caderno ELA do Globo, mas nunca se gabou por isso- os outros sim – ela não. Como filho, posso dizer que a ela só interessava o...

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Axel Grael assume como prefeito de Niterói

Em cerimônia realizada na Câmara Municipal de Niterói, no fim da manhã desta sexta-feira (01/01), Axel Grael tomou posse no cargo de prefeito da cidade para os próximos quatro anos. Na mesma solenidade, Paulo Bagueira foi empossado como vice-prefeito e o vereador Milton Cal (PP) foi eleito presidente do Legislativo. À tarde, Axel Grael deu posse aos secretários municipais em solenidade na Sala Nelson Pereira dos Santos. Devido à pandemia do novo coronavírus, poucos convidados acompanharam as duas solenidades, que foram transmitidas pelas redes sociais. O prefeito eleito Axel Grael iniciou seu discurso na Câmara agradecendo aos mais de...

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