Para o professor de Filosofia Silvério Ortiz, viajar pode ser muito mais do que conhecer monumentos, cidades e paisagens. É também uma oportunidade para entender as ideias, personagens, conflitos e histórias que ajudaram a construir cada lugar.

Depois de levar essa proposta a destinos como Grécia, Itália, França e Japão, Ortiz está agora na Inglaterra e na Irlanda, onde continua explorando uma maneira diferente de olhar para os lugares visitados: acrescentar novas camadas às viagens, aproximando história, literatura, cultura e filosofia.

A ideia é olhar para um monumento ou uma cidade não apenas pelo seu valor turístico, mas pelo contexto em que surgiu, pelas pessoas que passaram por ali e pelas ideias que marcaram aquele período. Mitos, lendas, escritores, personagens históricos e acontecimentos políticos também podem fazer parte desse olhar.

Um exemplo está em Stratford-upon-Avon, cidade natal de William Shakespeare. Em vez de apenas conhecer a história do escritor, a visita pode partir de Hamlet e da conhecida reflexão “ser ou não ser” para chegar a questões sobre existência, sofrimento, escolhas e morte, aproximando Shakespeare de pensadores do existencialismo, como Sartre e Camus.

Assim, quando o viajante chega ao destino, já traz consigo perguntas e referências que podem transformar a maneira de enxergar aquele lugar. O monumento deixa de ser apenas uma construção histórica e passa a ser também um ponto de partida para compreender uma época, uma sociedade e as ideias que atravessaram gerações.

Para acompanhar a viagem e o trabalho de Silvério Ortiz: @silverioortiz.

A proposta conta com o apoio da Coliseu Turismo, que participa dessa experiência de unir viagens, cultura, história e conhecimento.