O prefeito Rodrigo Neves anunciou, nesta semana, que a mobilidade urbana será prioridade no planejamento estratégico do município, intitulado “Niterói Que Queremos 2050”. A iniciativa busca enfrentar um dos principais desafios da cidade: os constantes engarrafamentos, especialmente nos acessos à Ponte Rio-Niterói. Para mitigar o problema, a administração municipal aposta em projetos estruturantes, como a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e a construção de novos terminais de integração.
O VLT de Niterói é considerado peça-chave no plano. O sistema deverá ligar o Barreto ao Centro da cidade, com 19 estações ao longo do trajeto e capacidade estimada de atender cerca de 120 mil passageiros por dia. O projeto contará com investimento de aproximadamente R$ 450 milhões, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Além disso, o plano estratégico prevê a revitalização da Alameda São Boaventura e a construção de um novo terminal no Caramujo, intervenções que visam melhorar a fluidez do trânsito na região do Fonseca, um dos pontos críticos da mobilidade urbana no município.
Apesar das propostas, o prefeito lamentou a falta de avanço da Linha 3 do Metrô, considerada fundamental para uma solução mais ampla de mobilidade na região metropolitana. A obra depende de investimentos dos governos estadual e federal e ainda não saiu do papel.








